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Serviço de email premium causa indignação sobre privacidade

 
 

“Um serviço de email premium foi criticado por permitir que os usuários rastrear a localização de outras pessoas simplesmente enviando uma mensagem.”

 
 

— Essa realmente não parecer ser uma questão nova, mas levantou questões legais e éticas, gerando questionamentos do que pode ou não poder ser feito ao usar um email.

Serviço de email premium causa indignação sobre privacidade

serviço de email é conhecido na web como chamado Superhuman e custa incríveis US $30 por mês, para nós brasileiros seria algo em torno de R$ 135 com impostos.

O serviço não difere do Hotmail, Outlook, Yahoo e Gmail, nesse super email há diversos recursos extras, como desfazer Enviar, insights de redes sociais, lembretes de acompanhamento, mensagens agendadas e status de leitura, filtros de spam de ponta, correção ortográfica de última geração, além de uma ferramenta de “Inteligência Artificial” para decidir e destacar quais mensagens de entrada são mais importantes.

 
 

Tudo isso !?

Enquanto os críticos e revisores estão divididos entre se é um serviço fantástico para usuários avançados ou apenas um Gmail aprimorado. O Superhuman tem um recurso que informa aos usuários quando uma mensagem foi lida.

Esse recurso de “rastreamento de usuários” é comum em muitos aplicativos de mensagens, mas os usuários voluntariamente se inscrevem no aplicativo sabendo que é esse o caso.

A controvérsia aqui é em parte que o rastreamento pode funcionar sem o conhecimento ou consentimento do destinatário do email e em parte que a maneira como o Superhuman é configurado pode reunir a localização do destinatário.


Pixel de rastreamento antigo, mas eficaz

Superhuman não usa nenhuma técnica nova ou particularmente sofisticada para fazer isso. Em vez disso, é feito por um método que remonta há pelo menos 20 anos, conhecido como pixel de rastreamento.

Isso simplesmente envolve o email contendo uma imagem composta por um único pixel (1×1), por isso é praticamente impossível ver a olho nu. Em alguns casos, esses pixels são definidos para serem completamente transparentes.

 
 

Quando o destinatário abre o email, o computador carrega a imagem armazenada nos servidores da Superhuman.

Isso essencialmente confirma que a mensagem está aberta e também pode coletar sua localização através do endereço IP.

Os spammers usam a mesma técnica para verificar se os endereços de email são válidos, e é por isso que você nunca deve abrir um email de spam.

O que está provocando polêmica aqui é que o recurso está ativado por padrão no Superhuman, além de coletar e relatar o local por padrão.

Nesse caso, o destinatário é rastreado apenas abrindo o email, que pode muito bem ser de alguém que ele conhece e contém uma mensagem que ele deseja ler.


Soluções alternativas têm limitações

Há também uma dúvida sobre se isso viola as leis de privacidade.

 
 

Parece, em particular, violar as regras do GDPR europeu que exigem consentimento expresso antes da coleta de dados pessoais, que podem incluir a localização.

Existem várias maneiras de evitar esse rastreamento, mas ele vem com algumas desvantagens. Os usuários podem configurar seu software de email para desativar completamente as imagens, embora isso possa ser um exagero.

Algumas ferramentas de bloqueador de anúncios nos navegadores bloquearão as imagens de rastreamento, embora isso possa ter que ser caso a caso.

Talvez a opção mais fácil seja usar serviços de email como o do Gmail, que direcionam solicitações de imagem de email por meio de um servidor proxy.

Isso ainda informa ao remetente que a mensagem foi aberta, mas não revela a localização do usuário ou outros detalhes.


Qual a sua opinião?

Isso é um grande negócio ou um alarido por nada?

Os pixels de rastreamento devem coletar e informar a localização do destinatário?

Mais serviços de email devem seguir o exemplo do Hotmail, Yahoo, Outlook e Gmail de ignorar a localização dos usuários?

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